Asa de águia e as vogais

Weirdo | 26 de outubro, 2007 |

Este post provavelmente não deveria ter vindo parar aqui. Acontece que me comprometi comigo mesmo a publicar no tuntistun as minhas divagações sonoras. Ontem tive um momento de reflexão sobre isso.

“Encontrei” (no msn) e conversei com uma amiga com quem não falava há muito. Uma das perguntas iniciais foi se eu continuava a freqüentar aquelas “festas estranhas com gente esquisita”. E isso, vindo de alguém que não perde uma boa visita de uma banda de axé à cidade fez a resposta fluir rapidamente. Foi algo em torno de que era ela e não eu quem freqüentava shows com pessoas que andavam seminuas no frio, sedentas por troca de fluídos e ao som de músicas que, em que grande parte do tempo, trazem um vocalista cantarolando para terminar a rima, já que não soubrou criatividade para criar o resto dos versos, e eu vou à festas estranhas com gente esquisita? E foi aí que comecei a refletir. Deveriam criar um novo tipo show com essas bandas… “Aprenda a cantarolar com Chiclete com Banana” ou “Asa de Águia e as Vogais”. Pensem: “cara-cara-ô”, “lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-ô-mi-ô-mai”, “ulê-lê-lê-ulê-lê-lê-lê-lê”, “ae-ae-ae-ae-ê-ê-ê-ôôôô”, “ôôôôô” e por aí vai.

Enfim, século XXI, Brasília já recebeu toda a sorte de grandes nomes da música eletrônica, inclusive alguns representando tanta unanimidade que quebrariam um show de axé, facilmente. Eu sou daqueles que não gosta mesmo de ficar em cima do muro. Eu gosto do que quero e defendo o que acho bom, até ter motivos para não mais fazê-lo. Mas dizem que a convicção é sempre uma faca de dois gumes, pois te coloca numa posição respeitável quando é possível mantê-la e te tira toda a credibilidade quando não é. Mas todo mundo muda de idéia às vezes, não?

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10 respostas »

  1. Allan novembro 1st, 2007

    Pra começar, uma pessoa que tem conhecimento supercifial não pode NEM DEVE julgar aquilo q desconhece o nome disso é pré-conceito ou preconceito e hj em dia está provado que preconceito é BURRICE, logo vc é BURRO e PREGUIÇOSO por não pesquisar oq “tentou” criticar.. coitado! Procura saber das MÚSICAS que o vocalista da banda compos que isso que mencionou aí são tipo as “marchinhas”de carnaval de antigamente e não mostra a essência da banda. Em relação as “festas com gente esquisita” qud baixar essa poeira e nego cai em si, vao ver o qut estavam pagando de ridículos com seus figurinos, gestos e frases e só ficaram as sequelas.. TODOS SE VESTEM IGUAIS, homens no geral sem camisa, bermudão camuflado c/ cintinho e cueca aparecendo, óculos escuros(mesmo a noite) cordão acessórios de circo e jeitinho de “rebelde”. Mulheres com sainhas ou shortinhos bem colados(camuflados tb as vezes), blusinha, bota, oculos escuros e TODOS IGUAIS UM ROBOZINHOS NO JEITO DE SE MEXER idênticos, trincando a boca mordendo os labios e com pirulitinhos enfim tudo que chame bastante a atenção e qud tiram foto fazem um sinalzinho com os dedos bizarro!!! Parece mais um espaço em que acontece um festival de clones querendo se achar e que na verdade estão perdidinhos… Vc não pode fazer crítica de música, oq vc curte são ruídos digitais que estimulam você a usar sua droga pra quem sabe vc ser oq não tem competência de ser REALMENTE ou NÃO tem coragem de assumir mesmo que por algumas horinhas..

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  2. weirdo novembro 2nd, 2007

    Bom, Allan, a poeira baixou, o público caiu em si e os ruídos digitais não estão mais na moda. As pessoas que se vestem como você descreveu estão do seu lado, nesse exato momento, no show do “Chiclete com Maconha”. Aliás, as drogas não são exclusividade da música eletrônica, sabia? Se você parar de prestar atenção na ‘beleza’ de música que você ouve e olhar um pouco para os lados, vai perceber. ^^
    Você descreveu o público que freqüenta grandes festivais de Psy, ou seja, o mesmo público do axé. E aí você só corrobora com minha teoria e coloca a sua por terra.
    Agradeço o comentário! =]

    PS.: As marchinhas de carnaval também eram um pé-no-saco.

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  3. Allan novembro 2nd, 2007

    Meu caro “weirdo”:
    Vc só reforça oq falei em relação a criticar aquilo que desconhece e ter um pré-conceito formado, isso é burrice.. drogas tem em qq lugar hj em dia até na sua casa pode ter e vc não sabe! Pois bem, no geral em eventos de música baiana não se fica sem camisa, pois é oq garante a permanência no evento(abadá)assim como nos grandes blocos do carnaval de SSA. Música eletrônica é modinha ATUAL e em verdadeiros eventos de axé DROGADOS NÃO ENTRAM(só fica sabendo quem curte por e-mail) E VC NÃO VÊ MORTE POR OVERDOSE NEM POLÍCIA INVESTIGANDO. E vc vir falar que só rola droga em festival de axé music e PSY É MT HIPOCRISIA SUA NÉ?? TOMA VERGONHA NESSA CARA! Até rolam drogas em festivais de musica baiana(que são aberto ao “público”) sim meu camarada, mas não é uma REGRA como nos eventos que vc curte, vc sabe do que falo! A não ser q estejam se criando MUTANTES que resistam sem “venenos” as jornadas que vcs resistem só com aguá.. k k k. A longo prazo qud vcs estiverem igual aquele rockeiro o “Serghei” sem poce alguma das suas faculdades mentais é q vai ser engraçado!!! isso pq ele não consumiu nem metade do q vcs consomem hj em dia!!! nego tá achando q é brincadeira. Pé no saco é aturar um monte de mongolóide que idolatra uma outra cultura como se fosse a raiz do povo onde vive e nasceu, vc é brasileiro??? ou estrangeiro??? pelo nick e pelos gostos vejo que vc idolatra outras culturas que não são as do povo o qual vc vive ou nasceu.. quem sabe na próx. encarnação vc nasce em um outro país que cultue seus “eletro hits” isso tb explica a sua insatisfação com oq vc é e pq vc frequenta esses festivais que te leva pra outro mundo e transforma vc no que vc não é. SE TOCA RAPÁ!

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  4. Allan novembro 2nd, 2007

    aaaaaahhh e chamar de música uma batida SINTÉTICA (digital no caso) chega a ofender né.. Por sinal td q vcs contuam nesse meio é sintético, até as drogas! em breve vão ter q criar cérebros sintéticos pra vcs!

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  5. weirdo novembro 2nd, 2007

    “drogas tem em qq lugar hj em dia até na sua casa pode ter e vc não sabe!”
    Ponto pra você: drogas existem em qualquer lugar.

    “Pois bem, no geral em eventos de música baiana não se fica sem camisa, pois é oq garante a permanência no evento(abadá)assim como nos grandes blocos do carnaval de SSA.”
    Ponto pra mim: você é que freqüenta um lugar onde todo mundo se veste igual! Hahaha =D

    “Música eletrônica é modinha ATUAL e em verdadeiros eventos de axé DROGADOS NÃO ENTRAM(só fica sabendo quem curte por e-mail) E VC NÃO VÊ MORTE POR OVERDOSE NEM POLÍCIA INVESTIGANDO. E vc vir falar que só rola droga em festival de axé music e PSY É MT HIPOCRISIA SUA NÉ?? TOMA VERGONHA NESSA CARA! Até rolam drogas em festivais de musica baiana(que são aberto ao “público”) sim meu camarada, mas não é uma REGRA como nos eventos que vc curte, vc sabe do que falo!”
    Ponto pra ninguém: sei do que você fala. As drogas estão aí meu amigo em qualquer lugar. A diferença é que é mais fácil proibir uma ‘rave’ que não dá dinheiro pro governo (por ter produção independente) que proibir o show de axé que enche os bolsos de todo mundo porque é feito no meio da cidade e movimenta uma grana sinistra de um monte de empresas. Eu tenho cacife pra dizer que não uso, você tem? Mas você deve estar sob o efeito delas pra dizer que drogado não entra em show de axé. E me desculpe destruir seu sonho de crítica perfeita, mas eu já fui a show de axé, amigo (e já estive em Salvador durante o carnaval, veja você!). E eu sei o que eu vi.

    “A não ser q estejam se criando MUTANTES que resistam sem “venenos” as jornadas que vcs resistem só com aguá..”
    Ponto pra mim: eu resisto. Aposta comigo?

    “Pé no saco é aturar um monte de mongolóide que idolatra uma outra cultura como se fosse a raiz do povo onde vive e nasceu, vc é brasileiro??? ou estrangeiro???”
    Ponto pra mim: eu não me obrigo a aprovar uma cultura RUIM, só porque ela nasceu no meu país. Na minha opinião, axé é um lixo, marchinhas são um pé-no-saco, bossa nova foi criada pelos seus ‘brasileiros’ pra vender música pra inglês e eu não perco tempo ouvindo música malfeita, assim como sei que tem muito lixo no meio da música eletrônica. Isso não é preconceito?

    Considerações finais:
    1 - música sintética, bem feita e dançante. Adoro!
    2 - Ter um cérebro, ainda que sintético, é sempre um privilégio. E você, pelo jeito, não foi contemplado.
    3 - Saber o que acontece é um requisito básico para entrar numa discussão. Vamos combinar de ir a um show de axé e depois para uma das ‘minhas’ festas, pra ver quem tem razão? Eu faço isso fácil, desde que fique perto de um segurança no seu show, onde todos os bêbados acham que passar mão no cabelo das garotas é técnica de sedução.
    Ponto final: burro é você que não aprendeu nem a escrever, nem a usar uma pontuação coerente. E vá cantar em outra freguesia porque você já me encheu o saco. O mundo não é justo e isso aqui não é uma democracia.

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  6. Allan novembro 2nd, 2007

    Pra início de conversa em net ninguém escreve o porutguês perfeito NEM VC AÍ TENTANDO FAZER BONITO! até pq eu saio digitando e não releio.. a intenção seria vc ter inteligência o suficiente pra entender o recado! desculpa da próx. vez eu faço um desenho..

    - Abadá é convite OBRIGATÓRIO no seu caso dos sues festivais é MODA ATÉ O ESTILO.

    - QUEM DEVE ESTAR DROGADO É VC! EU DISSE EM EVENTOS FECHADOS PRA GALERA Q CURTE NãO ROLA SHOWS ABERTOS AO PÚBLICO SIM.

    - Vc resiste dias debaixo de sol e chuva ouvindo esses ruidos sonoros sem estar drogado?? valeu Magaiver… papai noel vai cair da chaminé aí em dezembro kkkkk

    - Vc acha q ter um cérebro sintético seria um privilégio?? coitado de vc.. Dispenso essa contemplação DEIXO PRA TU! (q por sinal está precisando)

    - Em relação ao convite que me fez, vou logo avisando que não me misturo com viciado burro!

    - Canto na freguesia que eu achar q devo meu camaradinha! O Brasil é uma país democrata! Se vc gosta de ditadura vai morar em Cuba!

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  7. weirdo novembro 2nd, 2007

    Amigo, eu não resisto debaixo de sol e chuva porque eu não vou para os eventos aos quais você acha que eu vou. Se você tivesse o mínimo de sensibilidade e lesse direito, veria que eu odeio mato, não ouço Psy (nem trance, nem minimal), não uso drogas e não ouço axé, ou seja, a maioria das minhas atitudes me livram de coisas que podem afetar meu ‘cérebro’.
    =]

    E não é democracia porque o blog é meu! =D

    4
  8. Ricardo novembro 3rd, 2007

    Viva a estupidez humana! =P

    Cada um defende aquilo que gosta, aquilo que acredita e aquilo que crê. Temos que saber (aprender) respeitar a diversidade… onde isso não acontece a intolerância impera, inclusive pessoas morrem por conta disso!

    Mas já dizem por aí… gosto é igual braço, algumas pessoas não têm.. brincadeira! huheuheuheuhe

    Olha que eu gosto dos dois assuntos discutidos fervorosamente ;-) depende da ocasião, local, e companhia.

    flw

    3
  9. Ricardo novembro 3rd, 2007

    ops… acreditar é de certa forma crer… durl, foi mal!

    2
  10. Ahmed novembro 7th, 2007

    Hehehehehehehehehehe…

    Adoro discussões desse tipo… e ODEIO a democracia… hahahahahahahahahahahahahahahahahaha!!!

    Ainda que a mpusica eletrônica fosse só drogas, mato, menininhas vestidas de roupa camuflada e carinhas vestidos de forma estranha, ainda assim, eu preferiria estar nesse ambiente a estar num show de axé…

    Respeito as diferenças, mas concordo com o Weirdo. Por favor, não tente me obrigar a GOSTAR delas…

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