Astronauta Mecanico
Veruscka Girio nasceu em 1975, em Pedreiras, interior do Maranhão. Filha de uma professora e um ‘barrageiro’. Morou no Pará, Sergipe, Alagoas, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Lisboa. Estudou em mais de 20 escolas.
Autodidata
Por 7 anos viveu em Brasília, onde teve o primeiro contato com a cultura eletrônica (1995, no Wlöd club). Conviveu com os principais djs de House dos anos 90, freqüentando também as pequenas e grandes festas de Jungle e Trance, desde 1997. No mesmo ano, se formou em Publicidade e Propaganda.
Zen Budismo
Em Lisboa, teve contato com artistas multimídia. Conviveu com pintores dos Atelieres de São Paulo, póximo ao Cais do Sodré e diversos novos artistas da Galeria Zé dos Bois, na Borroca. Retornando ao Brasil em 2002.
No Rio de Janeiro deu continuidade a seus estudos Zen (morando no Templo Zen de Cocabana) covivendo intensamente, por 2 anos, com atores, diretores e autores.
Design
Em São Paulo foi editora de arte, entre outras publicações, de Bravo!, República e Caros Amigos. Recebeu menção especial em design na premiação “Brasil Faz Design 2000” (patrocinado pelo SEBRAE e apoiado pelos ministérios da Cultura, das Relações Exteriores e do Comércio Exterior), com a revista Porão do Rock (pocket zine sobre o festival de Rock em Brasília, patrocinado pelo Ministério da Cultura), mas também atua em outras áreas além das publicações impressas: foi responsável pela elaboração do site do evento Rio Cena Contemporânea 2003 – homenagem a Haroldo de Campos –, festival internacional de teatro promovido pela prefeitura do Rio de Janeiro (http://www.riocenacontemporanea.com.br/2004/intro.html), pela criação de motivo para piso de calçada em Belo Horizonte, a convite do estúdio iZLP Arquitetura (RJ), para a prefeitura da cidade, e pela programação de CD-ROM interativo para as peças teatrais de Ana Kfouri e Camilo Pellegrini.
Numérico
Seu trabalho de criação e projeção de imagens é baseado em Pitágoras, Keppler, Hermes Trismegisto, MC Escher, Fela Kuti, Charles Mingus, Tim Maia, Kraftwerk, Sun Ra, Athos Bulcão, Israel Pedrosa, Guido Crepax, Marcel Duchamp, Man Ray. Acredita na origem das formas e na força dos arquétipos: referências muito fortes, ainda que pouco explícitas. Através da matemática, busca movimentos harmoniosos que entrem na esfera do sonho, do devaneio, como porta de saída do planeta de confusões e perturbações. Atua sobre o conflito. Criando uma projeção que não se sobrepõe à música, com imagem e função bem definidos. Por conta disso, trabalha com paleta de cores sem mistura (RGB) e desenhos simples, que falam por si: ícones que se desdobram e formam outros desenhos na mesma cadência. Por fazer parte da reduzida classe de VJs que produzem e executam suas próprias imagens, ASTRONAUTA MECANICO caminha pelo espaço com total liberdade. É o astronauta: vive sem peso, sem gravidade. Imagem e música sincados na simplicidade.
Projetou em diversos eventos, como a festa carioca X Demente, em
setembro, novembro e dezembro de 2005, fazendo lives de sete horas para
quatro mil pessoas em cada uma das três edições, e trabalhando com até
8 telões diferentes simultaneamente. Para o festival Universo Paralello
(festival de arte e cultura alternativa), realizado em Pratigi-BA
durante o reveillon de 2006, fez três apresentações ao longo dos oito
dias de evento, que reuniu 8 mil pessoas. Uma apresentação especial
junto ao grupo circense Circulou (de Brasília), onde lançou imagens
dentro de uma caixa de tecidos translúcidos, durante a performance dos
artistas. Ainda em 2006, com o mesmo grupo de artistas de circo de
Brasília, executou imagens no festival internacional Infected Mushroom
(Israel), em Belo Horizonte-MG, para 4.000 pessoas e no clássico
festival de carnaval Tranceformation, em Pirinópolis-GO. Em julho deste
ano, criou imagens para o lançamento do remédio Vivanza (laboratório
Medley), concorrente do Viagra. Em Brasília, compôs o cenário de
desfile de moda do SEBRAE-DF (Feira do Empreendedor), projetando
imagens ao vivo para 15 marcas diferentes. É residente da festa Chá com
Bolachas, em São Paulo, e da Bumbum (festa quinzenal de house music),
no Rio de Janeiro, assinando também o conceito visual gráfico e
cenográfico do evento.
Elabora linguagem visual aberta para projeção de imagem em vernissages
e lançamentos na House Of Erika Palomino e na galeria Casa da Xiclet.
Neste último, apresentou-se por 1 hora mixando imagem e som ao vivo, na
mostra X-Filet, paralela ao File 06. Ainda em 2006 ofereceu oficina de
VJ para o projeto Parabólica: encontro de arte urbana (patrocinado pelo
Ministério da Cultura), em Brasília. Em dezembro deste ano, projetou
mais 3 noites para o festival Universo Paralello, onde também
desenvolveu o desenho da tela para todo o evento, permitindo mais
dimensão às imagens.
Desenvolve também projetos generativos, onde o próprio observador
transforma a cena, através de seus movimentos, bem como pesquisas de
projeção tridimensional.
Contato
+55 11 92757366


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