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Autist Label Party

Weirdo | 21 de julho, 2008

A próxima sexta-feira marca a primeira passagem do selo alemão Autist Records por Brasília: a Autist Label Party acontece na Praia Mole e traz o duo paulistano Oblivion (foto).

Da parceria entre os produtores Victor Munhoz e Bruno Bignose nasceu esse projeto de minimal techno que atraiu a atenção do selo alemão. Foi o remix da dupla brasileira para “Happyslap”, do britânico Kanio, que garantiu a entrada da Autist Records nos charts do lendário John Acquaviva, velho amigo do “Plastikman” Ritchie Hawtin.

O selo também conta, em seu elenco, com novos talentos do techno como Kanio e Boris Brejcha e também já abriu espaço para brasileiros, mais especificamente os brasilienses Allan Villar e Amnesia.

A dupla vem para Brasília para apresentação inédita. O line up também traz Troublesome Live e os DJs Uver e Pedro Righetto (ambos do núcleo ButterMusic) e o DJ Mau.

Data: 25/07 (Sexta) 22h
Local: Praia Mole - Projeto Orla 3, ao lado do Lake Side.
Informações: 8114-3054

Confira o flyer:

Autist Party

Links:
http://www.myspace.com/autistrecords
http://www.myspace.com/oblivionlive

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Rock + drum & bass

Weirdo | 5 de junho, 2008

Confira dois vídeos de uma apresentação do trio australiano Pendulum – que virou sexteto, para fazer seu live –, no festival Big Weekend, promovido pela Radio 1, da BBC Inglesa. O show aconteceu no palco In New Music We Trust que trouxe apresentações de artistas como Justice, Raconteurs e Hot Chip. Para quem não sabe, o grupo faz parte do elenco da Warner UK e também é autor da versão drum’n bass do grande clássico “Voodoo People”, do Prodigy.

Confiram os vídeos de “Blood Sugar” e “Voodoo People”

Blood Sugar


Voodoo People


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Titio Bambaataa

Weirdo | 21 de abril, 2008

Eu juro que gostaria de fazer um review positivo. Mas a apresentação do dinossauro Afrika Bambaataa não foi legal em muitos aspectos. O primeiro deles realmente não compete ao DJ: o som, da Smurphies Disco Club, que embalava as festas que eu freqüentava quando adolescente, não traz mais nem um terço da qualidade que costumava trazer. Não falo de potência ou de capacidade, falo de know how. Pra começar, os toca-discos estavam na frente do PA, durante o set de Bambaataa, ou seja, nada de aumentar o som. O volume oscilava a toda hora e até o DJ achou ruim e fez cara feia no começo. Som nota dois, no máximo.

Já na discotecagem, o norte-americano começou com hip hop e resolveu dar o seu passeio. Não funcionou muito na pista de adoradores de hip hop. A graça nas mixagens não existiu. Faixas todas cortadas na mesma velocidade e um DJ-ícone que não tocou no pitch do toca-discos a festa inteira não era bem o que eu esperava. Um monte de hits despejados sem ordem e músicas repetidas me fizeram ir embora fulo da vida por ter gasto 20 reais em um ’show’ tão deprimente. Teatro definitivamente não é meu ramo preferido da arte.

Aliás, ninguém notou ainda que o tal do Serato tira o grave das músicas? Porque se não notou, eu afirmo agora, com a certeza de quem ouviu a mesma música, no mesmo volume sendo tocada no Serato e em vinil. Não há comparação. O áudio mastigado fez as caixas da Smurphies ficarem fazendo um barulho abafado na hora dos subs. Nojento. Só os graves do dubstep que foi tocado em vinil salvaram a noite.

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Som gostoso

Weirdo | 10 de abril, 2008

Dá pra encher a boca e falar: música gorda! O tesão repentino para escrever surgiu através da audição de duas apresentações recentes, de sets baixados pela Internet. O mais curioso é que não tem drum & bass na história. É house e techno.

O que mais me impressionou foi o set de Moby, o primeiro deles. Winter Music Conference, em Miami. Imagino as 10 mil pessoas pulando com graves e músicas cheias e dançantes. Um som diferente daquele que ouvi nas últimas festas que presenciei. Forte e cheio de groove. Resumindo: gostoso. Com Carl Cox veio o techno. Forte, do mesmo jeito que virava nas pistas da cidade há uns dois ou três anos atrás. Fuckin’ good! O melhor é poder ter e guardar esses sets. Queria ter estado lá, dá pra ouvir o povo gritando.

Mas o ponto principal, o que mais me diverte é saber que eles, os “donos” da cultura, os caras que têm acesso a todas as músicas que quiserem, ainda prezam pelo público e fazem questão de tocar hits. Sempre trazendo algo novo, obviamente. Só não se esquecem dos hits, que são a verdadeira razão de ser de uma pista de dança. Quero mais assim, alguém aí se habilita?

Links aqui!

PS.: Só pra não ser relapso e deixar de citar: os sets viraram Essential Mix de 5 de abril. Pete Tong é o cara!

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Techno + jungle?

Weirdo | 7 de março, 2008

Tudo se move em círculos. Com música não poderia ser diferente. E com música eletrônica? Menos ainda, creio eu. Eis que no finzinho dos anos 80, com toda aquela vibração que o techno e a house music traziam para as pistas, alguns DJs decidiram inovar. Pegaram o techno, juntaram com o breakbeat e nascia o que eles chamariam inicialmente de “hardcore-breakbeat”.

No fim das contas, esse novo estilo teve curta duração e, em cerca de seis anos, nascia o jungle. Logo depois veio o drum & bass. Pra quem não sabe, a mudança de nome de ‘jungle’ para ‘drum & bass’ foi pura questão de conceito. A cena jungle, obviamente na Inglaterra, passou a ser associada ao machismo das letras inspiradas no movimento ragga e à violência de tribos conhecidas como “bad boys”. Os cabeças do estilo decidiram mudar.

Okay, dando voltas - ou andando em círculos -, nasceu o drum & bass. Eis que ultimamente, aos seus 15 ou 16 anos de vida, o drum & bass começou a voltar às raízes e os elementos do jungle tomaram conta da música nesta cena. E tentando inovar, alguns produtores de D&B resolveram voltar ainda mais às origens. O hardcore-breakbeat acaba de renascer, pelas mãos do DJ inglês Randall e seu selo recém-nascido, o J-Tek.

Para quem gosta tanto de batidas quebradas (electro, breakbeat e variantes) e ao mesmo tempo não perde o tesão pelas batidas mais retas, Randall ressucitou uma idéia que apareceu de cara nova, mas preserva a energia das músicas que moveram as raves no Reino Unido no início dos anos 90. Nasce - ou ressurge - o jungle-techno.

Tente não perder as contas: misturam-se as batidas retas e fortes do techno, fazendo a marcação; recheiam o ‘bolo’, breaks e edições descompassadas de caixas e bumbos; para não perder a característica, entram também elementos do techno clássico misturados com vocais, linhas de baixo e harmonias de dub e reggae; tudo a deliciosos 144 BPMs.

O resultado? No fim das contas, descrever música é algo meio sem sentido. Nada como ouvir pra saber do que se fala. Abaixo, o link de um mix promocional com um showcase de Randall e as faixas dos artistas de seu novo selo. Recomendo pra quem gosta de boa música, de música diferente, de techno, de jungle ou simplesmente de dançar.

DJ Randall - J-Tek Mix

Carnaval não-convencional

Weirdo | 29 de janeiro, 2008

Desde 1999, o núcleo Underground Movement é responsável por salvar os carnavais do público que busca uma diversão alternativa, sem o tumulto e a música das escolas de samba e dos shows de axé. São várias edições recheadas de grandes atrações e gente bonita. A boa notícia? O carnaval de 2008 não vai ser diferente. Além da música eletrônica, som característico do projeto, também foram incorporadas outras sonoridades ao longo de todos os anos de festa. Esta edição traz as vibrações do ragga, hip hop e muitos outros estilos marcantes.

Logo para o primeiro dia, o coletivo Confronto Sound System aparece com o carisma e a levada dançante dos sons do ragga e dub, garantindo a pista cheia. O sábado traz também a mistura de estilos de Mak e Gardenal e o ragga-jungle de Weirdo.

No domingo, a noite é liderada pelo conhecido – e querido – Oblongui com seus sets de house sempre permeados de faixas animadas e dançantes. Ao lado do lendário DJ, constam os nomes de Amnesia, Ezy, Allan Villar, PSK e Caramaschi, representando o eletrohouse, minimal e electro.

A segunda-feira é o dia das batidas quebradas invadirem o espaço com os conhecidíssimos Poeck e LuiJ. Os representantes do núcleo Laboratório aparecem acompanhados por nomes de peso: também se apresentam os experientes Maze One e Freeky e os destaques recentes MkM, GBX e Torch.

A terça de carnaval vem com um seleto grupo de artistas para trazer sons mais refinados: o destaque é a estréia do projeto The Random, de Tomás Seferin e Rodrigo Reis, com seu híbrido de funky-glitch-house. O eletrohouse do projeto Full Flux, os experientes Twin Cam e Collares e o projeto estreante The Maximizers - Linkage e Maze One - completam o último dia.

Essa lista de nomes garante a qualidade do line up do primeiro ao último dia. E preservando toda a essência do underground, mas sem dificultar para o público, a festa acontece na Churrascaria Floresta, de fácil acesso e extremamente bem localizada no centro de Brasília (Galeria dos Estados – Setor de Diversões – Asa Sul).

Serviço:

UNDERGROUND MOVEMENT 2008 ” UM carnaval diferente ”
Dataa: 2, 3, 4, 5 de fevereiro
Horário: 23hs
Local: Churrascaria Floresta - Galeria dos Estados
Entada: R$ 15 (por dia)
+Infos: 9555-2655 / 8424-0352 / www.tuntistun.com

02 Sabado • (Black Music / Ragga / Jungle / Dance hall)
Confronto Sound System VS S-a-f-a-d-o + Mak vs Gardenal + Weirdo

03 Domingo • (House / elçectro / Minimal)
Oblongui + PSK + Allan Villar + Ezy + Caramaschi + Amnesia

04 Segunda • (Drum´n´bass / Breakbeat / Electro-breakz)
Poeck + LuiJ + Freeky + Mkm+Gbx + Torch + Maze One

05 Terca • (Electro / House / Minimal / Drum´n´bass)
The Maximizers + Twin Cam + Collares + Full Flux + The Random

Control: a história de Ian Curtis

Weirdo | 18 de dezembro, 2007

Outro dia desses, minha atenção foi capturada por um post no blog vizinho. Eu já havia ouvido falar do filme, mas ainda não tinha nenhuma notícia mais sólida. Assisti ao trailer e resolvi procurar informações sobre o lançamento no Brasil. Como não há nenhuma previsão pra chegada aqui, resolvi buscá-lo na internet.

‘Control’ é o que eu chamaria de um filme essencial. Não apenas por contar a história do Joy Division, mas pelas atuações de quase todo o elenco que demonstrou uma impecabilidade incrível. O ator Sam Riley, na verdade, me assustou. A semelhança na imitação dos passos de Ian Curtis e na desenvoltura tanto para dançar quanto para cantar, foram realmente estimulantes.

A densidade do filme é outro ponto que eu destacaria, certamente. A escolha do preto-e-branco traz um clima nostálgico e ao mesmo tempo profundo. A trilha sonora, absurdamente bem desenhada - talvez não por mérito da produção, mas pelo ambiente e pelo que se tocava na Inglaterra naquela época - remonta os passos de uma das bandas mais geniais de todos os tempos. Ressalto também uma excelente caracterização de Bernard Sumner e Peter Hook - ou, hoje em dia, New Order -: um, inseguro demais e o outro, despreocupado e inconseqüente.

Acabei me tornando suspeito pra dizer que o que vale a pena, no fim das contas, é o conjunto da obra. Não dá pra falar tão fácil assim depois de ter afirmado que gostei de tudo. Mas gostei. E aguardo para ver nos cinemas, se é que um dia o filme vai chegar por aqui.

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sobre o fim de semana passado

Weirdo | 8 de dezembro, 2007

Período compreendido entre 29-11 e 01-12

Ok, eu já passava um bom período de descrença com as batidas 4 x 4 na cidade. Obviamente, por pura questão de gosto. Sentia falta de um som mais encorpado na pista e achava um desperdício mover o público à base de minimal vazio e sem graça. Eis que resolvi fazer um tour para ver o como andava a cara do som pela noite. E não me desapontei.

Comecei na Nix, na quinta-feira e ouvi alguns DJs fazendo média com o público da casa, que é bem diferente do underground ao qual estou acostumado. Mesmo assim, a grande maioria não deixou perder o sentido e a motivação do som e continuou mantendo a própria cara para mover aquela pista cheia de leigos. Foi bem divertido.

Na sexta, de volta ao underground, fui à Discotech de um ano e já me assustei logo antes de entrar. Alan Villar, DJ que tinha ouvido tocar uma vez, se não me engano, já puxava um som forte e cheio, em plenas 23 horas. Nem acreditei. Gostei do set, mesmo notando uma certa falta de experiência do ainda novo houseiro. Mas gostei bastante. Até algumas incursões pelo abandonado techno eu ouvi. E a mudança no som pro set de Hopper e Rafael Crispim também soou bastante agradável. O som continuou cheio - e GORDO, como som de pista de dança tem que ser - e me deleitei por um bom tempo com um repertório divertido e mixagens excepcionais. Depois dessa, pensei: ainda há esperança do 4 x 4 voltar a fazer minha cabeça. Munido dessa esperança, resolvi arriscar mais uma e fui no sábado para a miniMAX.

Pronto. O começo gradual da festa com o minimal já me assustou. Mas lá pela uma da manhã, o bassline já havia ganho os “quilinhos a mais” necessários pra mexer mais que cérebros. E valeu a pena. Loghã, que tinha um som tanto quanto parado (na minha opinião) tocou forte e dançante. Mas cá entre nós, quando vi o Komka tocando faixas recheadas de canais e exageradamente grooveadas, até desci pra pista apertada do Landscape. Surpreendente e gratificante. Todo mundo tocando GORDO e gostoso, haha… Nada como estar de volta às pistas.

O house me convenceu, afinal.

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DJ Marky em entrevista

Weirdo | 22 de novembro, 2007

Depois da recente visita a São Paulo, a tendência é sempre dar uma desanimada com o ritmo mais lento da cidade. Essa história de sair todos os dias, de não ter destino e poder levantar e ir à rua a qualquer hora é bem mais sedutora que as diárias oito horas ‘obrigatórias’ de sono.

Nessa passagem por lá, conheci alguns clubs novos, mas gostei mesmo do Clash. Uma bela estrutura de som, iluminação, bar, ar-condicionado e gente bonita. A festa foi a Marky & Friends, de drum’n bass. Um ambiente agradável, DJs afinados, só o sistema de som que poderia estar um pouquinho mais no ponto, mas isso não foi nada no decorrer da noite.

De quebra, trouxe da viagem uma hora e meia de papo com o DJ mais famoso do país, disponível no DNB Online. Recomendo, ele falou de muita coisa boa. Seguem os links:

DJ Marky - Parte I
DJ Marky - Parte II

sobre o planeta terra festival

Weirdo | 12 de novembro, 2007

Eis que caí de pára-quedas no Planeta Terra Festival. Cheguei deveras tarde, por causa do atraso no meu vôo de Brasília para SP e acabei perdendo o show do Tokyo Police Club. Mas cheguei a tempo de ver os primeiros minutos de Layo & Bushwacka! no espaço dos DJs.

Confesso que não me apeteceu muito e não tardei a ir ouvir CSS. Um show divertidíssimo, com a banda que - agora - toca bem e faz uma boa festa no palco. Valeu a longa caminhada. Mas àquela altura, eu já precisava de algo um pouco mais forte para balançar o esqueleto. Acabei indo ver o gringo Vitalic. E foi uma bela caminhada de volta, compensada por um techno forte, encorpado e vibrante. Matei um pouco da saudade do som, mas não podia perder o show do The Rapture e corri de volta, após breves 40 minutos de techno.

Ali realmente vi uma banda que faz um show animado e cheio de ritmo. Uma boa execução de todas as faixas, que realmente soam como o som de estúdio. Nota dez.

Outra nota dez eu daria para a organização do festival que acertou no som, na limpeza, na decoração, enfim, em quase tudo (pra variar, era Pepsi e não Coca-cola - erro grave, haha). A festa até me ganhou mais ainda quando tive a oportunidade de ouvir pela segunda vez a dupla Layo & Bushwacka! que me animou bastante. O começo do set foi morno mesmo, mas eles realmente tem uma noção de progressão muito parecida com a que eu acho justa. Um belo set, bem mixado e tocado na hora certa e duas horinhas extras de diversão garantida! Espero o do ano que vem.

Vídeo

Podcast

Hopper - ao vivo na Mothership