Brooks

Nivas Gallo | 8 de agosto, 2008 |

Diego Soares começou sua vida com o pé direito, afinal, nascer no começo da década de 80 é um belo golpe de sorte para quem ia acabar no meio da música eletrônica. O electropop de bandas como Information Society e New Order e os hits de Michael Jackson foram determinantes na concepção do gosto musical do ainda– garoto. Aos 10 anos, as influências sonoras levaram à compra do primeiro disco, o álbum “Pump Up the Jam”, do Technotronic.

Na época, Diego reunia os amigos pra dançar e já experimentava algumas brincadeiras com discos em dois famigerados aparelhos “3 x 1” da Gradiente. O caminho natural: aos 16 anos surgiu a idéia de se tornar um DJ. Com amigos, passou a fazer pequenas festas. Após sete anos – nos quais aprendeu a mixar –, era a hora de se dedicar a algo mais específico. O primeiro passo dentro da cena de música eletrônica de Brasília foi a escolha do progressive house como estilo base.

O pouco que faltava, Diego buscou sozinho: escolheu o codinome Brooks, aperfeiçoou as mixagens e adotou o vinil como formato preferido. Para não falhar à própria história de sua vida, resolveu realizar uma festa dedicada às cenas house e techno na cidade. A primeira apresentação para o público veio no projeto próprio (Glicos.e). O feeling fluiu naturalmente, como resposta às primeiras apresentações. O carisma, a técnica apurada e o comportamento descontraído já são marcas registradas, reconhecidas por todo o público da capital.

Principal representante do progressive house em Brasília, Brooks já desenhou uma sólida carreira na noite underground. Seu currículo traz eventos expressivos como a Love– maior festival de música eletrônica independente do centro-oeste–. Tanto sucesso rendeu convites para passagens por outras capitais, como São Paulo, Goiânia e Palmas. O fracasso, definitivamente, nunca foi uma opção para esse candango prodígio.

Na construção de seus sets, Brooks prima pelas batidas cadenciadas do progressive house, mas sempre reserva espaço para a quebrada do electro house e outras variações sintéticas como o minimal e o tech house atual. “Não me vejo fazendo outra coisa. Gosto de tocar e quero viver de tocar”, diz Brooks. Se depender do talento que esbanja, o DJ vai viver muito bem.

Por Hélio Weirdo (Editor Dnbonline.com)

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