Casal que discoteca unido permanece unido

daniferreira | 25 de novembro, 2007 |

Tocar sozinho já é difícil. Imagine conseguir fazer isso bem com outra pessoa ao seu lado. Pois é, para Laima Layton e Iggor Cavalera parece ser uma coisa natural. Os dois deixaram isso bem claro na apresentação que fizeram sábado a noite na festa Electro Acústica que aconteceu no Galleria.

Infelizmente, como tem acontecido com uma certa freqüência nas festas de música eletrônica da cidade, o público não correspondeu e a festa não estava cheia. Mas de qualquer forma a pista bombou quando, às três da manhã, o projeto chamado Mixhell tomou conta das pickups. Confesso que não sabia o que esperar de um ex-integrante do Sepultura discotecando na pista.

Foi uma surpresa ver e ouvir os dois, ele e sua esposa, super à vontade com as pickups.
Já no começo entraram cheios de energia e fizeram o lugar ir abaixo com um som realmente eletrizante. O set foi muito bom, as mixagens perfeitas com viradas de tirar o ar e a seleção de músicas com certeza foi o ponto alto da noite. Justice, Chromeo, Riot in Belgium fizeram parte desse set e If I ever feel better do Phoenix veio como a cerejinha do sundae de uma noite que na minha opinião foi perfeita em vários momentos.

Relacionadas

tags |

7 respostas »

  1. Márcio Maciel novembro 26th, 2007

    Realmente, foi muito bom. Não esperava que eles mandassem tão bem. Phoenix foi foda demais! Annie Mac, etc.

    Excelente surpresa!

    7
  2. Hopper novembro 26th, 2007

    Para mim isso é um evento mais de rock e do que de eletrônica. E só para exclarecer: eles não são DJs. Não mixam. Tem tudo programado. As sequências estão prontas e coladas graças ao uso de softwares (daí as tais mixagens perfeitas). É um bom truque. Impressiona quem não tem conhecimento técnico. Pelo que percebi, só tocaram hits certeiros. Aí é fácil. Difícil é fazer pista funcionar com anti hits (a verdadeira essência underground). Queria ter visto.

    6
  3. Dani Ferreira novembro 26th, 2007

    Olá Márcio, concordo novamente com você, realmente a noite foi muito foda.
    Agora Hopper eu discordo de você. Minha opinião é que foi um evento de música eletrônica sim, pode-se dizer que uma eletrônica mais roqueira, mas não deixa de ser eletrônica. Senti nessa festa, uma ótima mistura que, normalmente, não existe nos projetos de Brasília e que faz muita falta.
    Agora quanto a eles não mixarem e não serem djs, pelo que eu vi de aparelhagem, duas cdjs, mixer, duas pickups e a Layma colocando cds e discos a noite inteira, (apesar da minha falta de conhecimento técnico), acredito que eles tenham mixado sim. E ainda tinha o sintetizador, que com certeza era o tal do MPC Sampler machine, que o Iggor utilizou a noite inteira pra modificar e acrescentar elementos às músicas que eram tocadas.
    Ser dj ou não, no fim das contas é só uma questão de nomenclatura, porque o que importa é música. Tem tanto dj por aí que não mixa mesmo, só engana, e nem por isso deixa de se considerar dj. Se eles são djs ou não, ou se é um live, no fim das contas o que importa é se a música for boa e a pista corresponder. Isso sim, na minha opinião, é o mais importante na balada.
    Agora falando sobre a seleção de músicas. Com certeza eles tocaram alguns hits, surpreenderam com remixes de músicas velhas, deram nova roupagem à músicas esquecidas, mais como um todo, foi um set muito mais de música boa, do que simplesmente um set de hits. Eles tocaram por duas horas e dentro desse set teve de tudo. Acho que os dois tocaram músicas que são tocadas em várias pistas do mundo inteiro, mas que infelizmente não sei porque, em Brasília quase ninguém toca. Isso foi muito bom e um mais um diferencial na noite.
    Realmente você deveria ter ido, até porque, não é muito sensato falar com tanta certeza sobre o uma noite que você nem sequer conferiu pessoalmente (mas essa é só a humilde opinião novamente).

    5
  4. Hopper novembro 26th, 2007

    Eu li sobre as apresentações deles na Europa na última edição da DJ Mag e foi explicado como eles usam a aparelhagem toda. Sei sobre o equipamento que usam e como usam. Não duvido da qualidade musical do que foi tocado, mesmo porque não estava lá para constatar. Apenas pelo relato de vocês, eu percebi que é um som mais electro rocker, que para mim é mais rock (isso não é ruim. não foi uma crítica negativa). Mas veja. O que foi LCD SoundSystem? (lindo show de banda de electro rock para poucos, ou seja, um evento com pouca gente, infelizmente. Isso mostra que não é um problema da eletrônica a falta de público nos últimos eventos, mesmo porque no mesmo dia do LCD estava tendo a festa Eletrosound na ASCON com o DJ/produtor alemão Martin Eyerer com pista cheia. Isso sim um evento realmente de música 100% eletrônica). Ficou parecendo que você queria dizer que o Mixhell tinha tido pouco público por ser um evento de eletrônica. E não é o caso. Acho que o problema é mais generalizado e atinge tanto rock quanto eletrônica, na minha (também) humilde opinião. Pergunte para nossos amigos Pedro e André o que acham disso.

    4
  5. Dani Ferreira novembro 26th, 2007

    Não me entenda mal. Não quis dizer o Mixhell por ser um evento de música eletrônica não deu muita público. Mas o fato é: independente de ser uma festa de electrorock, rock, eletrônica ou tudo junto, mesmo assim ficou vazio.
    Acho que as festinhas de música eletrônica ultimamente tem sim sofrido com a falta de público. Pra mim o show do LCD, apesar de ser o show do LCD que é uma banda de electrorock, também tinha três ótimos djs e mesmo assim flopou.
    Depois do show fui pra Electrosound, e talvez por ter chegado meio tarde, também tive a sensação de uma pista vazia. Até porque o Marina Hall é muito maior do que aquela pista do clube onde o Martin Eyerer se apresentou.
    Na quinta não fui ao 5uinto então não sei como foi de público. Mas na sexta, fui a Non Stop e mais uma vez a festa estava vazia. Enquanto que no Espaço Galleria onde se apresentavam Telma & Selma estava cheio.
    No sábado, Mixhell, vazio também. Tudo bem que sábado existiam várias outras festas e shows acontecendo na cidade, talvez por isso a Mixhell não tenha lotado. Enfim…

    3
  6. Hopper novembro 26th, 2007

    Acho que são festas isoladas. Alguns dão certo outros não, independentes de serem rock ou eletrônica. Duas semanas atrás o Quinto bateu recorde de público. Semana passada foi bem vazio, pelo que me disseram. Teve uma festa de Telma e Selma na Mansão Ferrugem faz um tempinho atrás que foi super vazia, pelo que me disseram. Outras festas de rock no Landscape também floparam forte. Ou seja, não é fator rock ou eletrônica. É dia, disposição das pessoas, etc. Essa semana vai ter Sharam (Deep Dish) no Centro de Convenções. Vai estar super mega lotado com certeza. Tem aniversário de 1 ano da Discotech na sexta (30) e eu espero que seja um sucesso também. Quero que a cidade funcione para todo mundo. Foi vergonhoso ver o show do LCD vazio. Tão cedo não devemos ter chance de ver uma banda de mesmo nível atual por aqui por conta do que aconteceu. O que é uma pena. Achei que MixHell iria lotar por ser no sábado e não ter tanta concorrência, além de serem artistas com uma mídia grande em cima. Infelizmente só uma festa no tal underground funcionou. E foi a de sexta no Galleria. Ruim para eles e para todo mundo. Melhor seria que todas tivessem funcionado. Eu não fui por estar a dois dias tocando e praticamente virado. Estava curioso, mas sem condições.

    2
  7. Dani Ferreira novembro 26th, 2007

    É o que todos nós queremos.

    1

Deixe um comentário

Personalize seu avatar

Mensagem

Referências

Vídeo

Video

Cello Zero