Eu juro que gostaria de fazer um review positivo. Mas a apresentação do dinossauro Afrika Bambaataa não foi legal em muitos aspectos. O primeiro deles realmente não compete ao DJ: o som, da Smurphies Disco Club, que embalava as festas que eu freqüentava quando adolescente, não traz mais nem um terço da qualidade que costumava trazer. Não falo de potência ou de capacidade, falo de know how. Pra começar, os toca-discos estavam na frente do PA, durante o set de Bambaataa, ou seja, nada de aumentar o som. O volume oscilava a toda hora e até o DJ achou ruim e fez cara feia no começo. Som nota dois, no máximo.
Já na discotecagem, o norte-americano começou com hip hop e resolveu dar o seu passeio. Não funcionou muito na pista de adoradores de hip hop. A graça nas mixagens não existiu. Faixas todas cortadas na mesma velocidade e um DJ-ícone que não tocou no pitch do toca-discos a festa inteira não era bem o que eu esperava. Um monte de hits despejados sem ordem e músicas repetidas me fizeram ir embora fulo da vida por ter gasto 20 reais em um ’show’ tão deprimente. Teatro definitivamente não é meu ramo preferido da arte.
Aliás, ninguém notou ainda que o tal do Serato tira o grave das músicas? Porque se não notou, eu afirmo agora, com a certeza de quem ouviu a mesma música, no mesmo volume sendo tocada no Serato e em vinil. Não há comparação. O áudio mastigado fez as caixas da Smurphies ficarem fazendo um barulho abafado na hora dos subs. Nojento. Só os graves do dubstep que foi tocado em vinil salvaram a noite.
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