Starlooping
Fevereiro 2008
Música: Field - Everday
E de lambuja, um loop de estrelas pra baixar
Fevereiro 2008
Música: Field - Everday
E de lambuja, um loop de estrelas pra baixar
O Coachella, considerado um dos maiores e melhores festivais de música do mundo, acontecerá nos dias 25, 26 e 27 de abril, no deserto da California (EUA), e terá nesta edição de 2008 shows do Kraftwerk, Justice, Booka Shade, Simian Mobile Disco, além de apresentações de como DJs Sasha, Digweed, FatBoy Slim, Danny Tenaglia e vários outros.
O evento, que terá mais de 100 atrações, conta ainda com nomes de peso como as bandas The Verve, Spiritualized, Chromeo, Hot Chip, The Breeders, Raconteurs, Café Tacuba, Vampire Weekend, Love and Rockets, entre outras, e terá ainda como headliners de cada noite os ingleses ícones do trip hop Portishead, que marcam seu retorno aos palcos, o havaiano acústico Jack Johnson e o inglês ex-baixista do Pink Floyd, Roger Waters.
Outro dia desses, minha atenção foi capturada por um post no blog vizinho. Eu já havia ouvido falar do filme, mas ainda não tinha nenhuma notícia mais sólida. Assisti ao trailer e resolvi procurar informações sobre o lançamento no Brasil. Como não há nenhuma previsão pra chegada aqui, resolvi buscá-lo na internet.
‘Control’ é o que eu chamaria de um filme essencial. Não apenas por contar a história do Joy Division, mas pelas atuações de quase todo o elenco que demonstrou uma impecabilidade incrível. O ator Sam Riley, na verdade, me assustou. A semelhança na imitação dos passos de Ian Curtis e na desenvoltura tanto para dançar quanto para cantar, foram realmente estimulantes.
A densidade do filme é outro ponto que eu destacaria, certamente. A escolha do preto-e-branco traz um clima nostálgico e ao mesmo tempo profundo. A trilha sonora, absurdamente bem desenhada - talvez não por mérito da produção, mas pelo ambiente e pelo que se tocava na Inglaterra naquela época - remonta os passos de uma das bandas mais geniais de todos os tempos. Ressalto também uma excelente caracterização de Bernard Sumner e Peter Hook - ou, hoje em dia, New Order -: um, inseguro demais e o outro, despreocupado e inconseqüente.
Acabei me tornando suspeito pra dizer que o que vale a pena, no fim das contas, é o conjunto da obra. Não dá pra falar tão fácil assim depois de ter afirmado que gostei de tudo. Mas gostei. E aguardo para ver nos cinemas, se é que um dia o filme vai chegar por aqui.
UnderFestival@
sábado 08.12.2007 | 23h | subsolo do Teatro Dulcina | Conic | Brasília
A primeira edição do UnderFestival acontece no sábado, 8 de dezembro, em três pistas do Teatro Dulcina (Conic) e promete reunir vários dos melhores DJs e VJs de Brasília num evento inédito com estrutura e formato inovador.
O objetivo desta primeira edição do festival é mostrar os formatos de música mais inovadores da atualidade, misturando a avant garde do electro, do minimal, do tech house, do progressive e do techno.
Telões, lasers, iluminação, decoração especial e performances inéditas completam a experiência sonora e visual criada pelos DJs, VJs e produtores que se dividem em três ambientes diferenciados, em apresentações simultâneas.
Escolha sua pista favorita. A melhor música está no underground.
Eis que caí de pára-quedas no Planeta Terra Festival. Cheguei deveras tarde, por causa do atraso no meu vôo de Brasília para SP e acabei perdendo o show do Tokyo Police Club. Mas cheguei a tempo de ver os primeiros minutos de Layo & Bushwacka! no espaço dos DJs.
Confesso que não me apeteceu muito e não tardei a ir ouvir CSS. Um show divertidíssimo, com a banda que - agora - toca bem e faz uma boa festa no palco. Valeu a longa caminhada. Mas àquela altura, eu já precisava de algo um pouco mais forte para balançar o esqueleto. Acabei indo ver o gringo Vitalic. E foi uma bela caminhada de volta, compensada por um techno forte, encorpado e vibrante. Matei um pouco da saudade do som, mas não podia perder o show do The Rapture e corri de volta, após breves 40 minutos de techno.
Ali realmente vi uma banda que faz um show animado e cheio de ritmo. Uma boa execução de todas as faixas, que realmente soam como o som de estúdio. Nota dez.
Outra nota dez eu daria para a organização do festival que acertou no som, na limpeza, na decoração, enfim, em quase tudo (pra variar, era Pepsi e não Coca-cola - erro grave, haha). A festa até me ganhou mais ainda quando tive a oportunidade de ouvir pela segunda vez a dupla Layo & Bushwacka! que me animou bastante. O começo do set foi morno mesmo, mas eles realmente tem uma noção de progressão muito parecida com a que eu acho justa. Um belo set, bem mixado e tocado na hora certa e duas horinhas extras de diversão garantida! Espero o do ano que vem.
O DJ e produtor uruguaio Federico Epis realmente gostou de Brasília quando esteve por aqui para uma apresentação. Gostou tanto que seu novo single se chama ‘Brasília’ e tem na capa uma bela imagem do anel de acesso ao Museu Nacional, que fica na Esplanada.
O EP tem versão original, um remix feito por Robytek e outro por AMB, todos seguindo sonoridades de progressive house.
‘Brasília’ já está sendo tocada por grandes nomes como Sasha, Hernan Cattaneo, Anthony Pappa, Jim Rivers, entre outros.
Já tem no Beatport.com
Esse fim de semana acabei preso à rede por mais tempo que realmente desejei. Na verdade a falta de festas às quais eu me animaria a ir realmente foi fator determinante para isso. Mas acontece, quando você se habitua com certos tipos de som e entra na chamada cultura de nichos. Não teve drum’n bass, não teve ragga, não teve techno (como sempre), então nem animei a ir para a rua.
Claro que conta também aquele velho medo bobo de sair para ouvir gente de quem nunca ouvimos falar. Dá uma certa preguiça, pois eu acredito que é melhor arriscar ir a uma festa quando se tem certeza de que há pelo menos um DJ que pode agradar seu gosto.
Brasília realmente precisa de um club. Daqueles que dá espaço para muitas vertentes e que se torne uma espécie de ponto de encontro da música eletrônica da cidade, que por enquanto só tem o Beirute como centralizador. Acabamos bebendo e esquecendo de ir às festas. E até de fazê-las, de vez em quando…
Acho que já é hora de sair de casa, pois até a internet está conspirando contra meu ócio. Senhor Andy C, o melhor DJ de drum’n bass do mundo, está fazendo um set irritantemente bom aqui no meu desktop e isso só me faz sentir mais falta de festas e de dançar.
Este post provavelmente não deveria ter vindo parar aqui. Acontece que me comprometi comigo mesmo a publicar no tuntistun as minhas divagações sonoras. Ontem tive um momento de reflexão sobre isso.
“Encontrei” (no msn) e conversei com uma amiga com quem não falava há muito. Uma das perguntas iniciais foi se eu continuava a freqüentar aquelas “festas estranhas com gente esquisita”. E isso, vindo de alguém que não perde uma boa visita de uma banda de axé à cidade fez a resposta fluir rapidamente. Foi algo em torno de que era ela e não eu quem freqüentava shows com pessoas que andavam seminuas no frio, sedentas por troca de fluídos e ao som de músicas que, em que grande parte do tempo, trazem um vocalista cantarolando para terminar a rima, já que não soubrou criatividade para criar o resto dos versos, e eu vou à festas estranhas com gente esquisita? E foi aí que comecei a refletir. Deveriam criar um novo tipo show com essas bandas… “Aprenda a cantarolar com Chiclete com Banana” ou “Asa de Águia e as Vogais”. Pensem: “cara-cara-ô”, “lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-ô-mi-ô-mai”, “ulê-lê-lê-ulê-lê-lê-lê-lê”, “ae-ae-ae-ae-ê-ê-ê-ôôôô”, “ôôôôô” e por aí vai.
Enfim, século XXI, Brasília já recebeu toda a sorte de grandes nomes da música eletrônica, inclusive alguns representando tanta unanimidade que quebrariam um show de axé, facilmente. Eu sou daqueles que não gosta mesmo de ficar em cima do muro. Eu gosto do que quero e defendo o que acho bom, até ter motivos para não mais fazê-lo. Mas dizem que a convicção é sempre uma faca de dois gumes, pois te coloca numa posição respeitável quando é possível mantê-la e te tira toda a credibilidade quando não é. Mas todo mundo muda de idéia às vezes, não?
Filme ‘Control’, do diretor de clipes Anton Cordijn, conta a vida, obra e suicídio de Ian Curtis, vocalista da lendária banda britânica Joy Division.
O DJ e produtor alemão D-Nox, que faz parceria com o também alemão Beckers, se apresenta novamente em Brasília (segunda vez neste ano) na sexta-feira, 26 de outubro. Considerado um dos mestres do progressive, ele anda produzindo e tocando muito mais minimal e tech house do que o gênero que o consagrou como um dos tops do estilo.
Dono de uma técnica de mixagem super elogiada, ele deve presentear os brasilienses com um set cheio de novidades e muita variedade musical. A produção promete uma super estrutura para o evento.
As informações sobre local e preço de ingressos são fornecidas pelos telefones 84260072 / 99833720.
Já no sábado, 27, é a vez do megatop DJ e produtor de house music Erick Morillo se apresentar por aqui pela segunda vez. A festa será no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Esperamos que desta vez ele não sofra com os problemas de acústica que teve na apresentação do ano passado no Ginásio Nilson Nelson. Se tudo correr bem com a parte de estrutura, teremos sem dúvida uma das melhores festas deste ano na cidade.
Mais informações no site www.sednaclub.com.br/erickmorillo
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