Control: a história de Ian Curtis
Outro dia desses, minha atenção foi capturada por um post no blog vizinho. Eu já havia ouvido falar do filme, mas ainda não tinha nenhuma notícia mais sólida. Assisti ao trailer e resolvi procurar informações sobre o lançamento no Brasil. Como não há nenhuma previsão pra chegada aqui, resolvi buscá-lo na internet.
‘Control’ é o que eu chamaria de um filme essencial. Não apenas por contar a história do Joy Division, mas pelas atuações de quase todo o elenco que demonstrou uma impecabilidade incrível. O ator Sam Riley, na verdade, me assustou. A semelhança na imitação dos passos de Ian Curtis e na desenvoltura tanto para dançar quanto para cantar, foram realmente estimulantes.
A densidade do filme é outro ponto que eu destacaria, certamente. A escolha do preto-e-branco traz um clima nostálgico e ao mesmo tempo profundo. A trilha sonora, absurdamente bem desenhada - talvez não por mérito da produção, mas pelo ambiente e pelo que se tocava na Inglaterra naquela época - remonta os passos de uma das bandas mais geniais de todos os tempos. Ressalto também uma excelente caracterização de Bernard Sumner e Peter Hook - ou, hoje em dia, New Order -: um, inseguro demais e o outro, despreocupado e inconseqüente.
Acabei me tornando suspeito pra dizer que o que vale a pena, no fim das contas, é o conjunto da obra. Não dá pra falar tão fácil assim depois de ter afirmado que gostei de tudo. Mas gostei. E aguardo para ver nos cinemas, se é que um dia o filme vai chegar por aqui.


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