e o tal do dubstep?
É, o som pode soar mesmo deveras esquisito, à primeira audição. Mas um ouvido treinado vai, certamente, perceber que não há nada de tão novo assim, apesar de não ser ‘mais do mesmo’. A inovação pode ser vista na ousadia de se recriar um estilo praticamente morto no resto do mundo, com exceção do país de origem, a Inglaterra. O dubstep é um filho bastardo do UK Garage.
Com uma pegada forte, baseada em basslines exageradamente marcantes, o estilo parece tomar conta de muitas cabeças pensantes e ‘produzintes’, nos últimos dois anos. Até gente do drum’n bass já deu sua volta pelo estilo.
O dubstep é uma degeneração afinada do dub, formatado à imagem do 2-step garage que, pra quem não conhece, é uma batida simples, marcada e quebrada, inspiradíssima no ragga. Aqui em Brasília, quase não há quem toque. Excetuando o DJ Ogro, do Confronto Sound System, não me lembro de mais ninguém que tenha se aventurado nessa sonoridade. Até mesmo porque o som é coisa para mente aberta e essas estão mesmo em falta na cidade, com essa onda interminável de electro-prog-house que tenta sucumbir toda a sorte de outras músicas igualmente dançantes que disputam espaço na nossa noite. Aliás, eu adoro o house, mas vá lá. Tudo em excesso tende a encher o saco.
Voltando ao dubstep: leitura recomendadíssima é o híbrido blog-site-podcast da crew tranquera.org. O headmaster, Bruno Belluomini escreve e explica tudo muito bem, sem contar com a tonelada de podcasts que viajam por muitas influências desse estilo quebrado, esquisito e de graves gordos.


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