sobre o fim de semana passado

Weirdo | 8 de dezembro, 2007 |

Período compreendido entre 29-11 e 01-12

Ok, eu já passava um bom período de descrença com as batidas 4 x 4 na cidade. Obviamente, por pura questão de gosto. Sentia falta de um som mais encorpado na pista e achava um desperdício mover o público à base de minimal vazio e sem graça. Eis que resolvi fazer um tour para ver o como andava a cara do som pela noite. E não me desapontei.

Comecei na Nix, na quinta-feira e ouvi alguns DJs fazendo média com o público da casa, que é bem diferente do underground ao qual estou acostumado. Mesmo assim, a grande maioria não deixou perder o sentido e a motivação do som e continuou mantendo a própria cara para mover aquela pista cheia de leigos. Foi bem divertido.

Na sexta, de volta ao underground, fui à Discotech de um ano e já me assustei logo antes de entrar. Alan Villar, DJ que tinha ouvido tocar uma vez, se não me engano, já puxava um som forte e cheio, em plenas 23 horas. Nem acreditei. Gostei do set, mesmo notando uma certa falta de experiência do ainda novo houseiro. Mas gostei bastante. Até algumas incursões pelo abandonado techno eu ouvi. E a mudança no som pro set de Hopper e Rafael Crispim também soou bastante agradável. O som continuou cheio - e GORDO, como som de pista de dança tem que ser - e me deleitei por um bom tempo com um repertório divertido e mixagens excepcionais. Depois dessa, pensei: ainda há esperança do 4 x 4 voltar a fazer minha cabeça. Munido dessa esperança, resolvi arriscar mais uma e fui no sábado para a miniMAX.

Pronto. O começo gradual da festa com o minimal já me assustou. Mas lá pela uma da manhã, o bassline já havia ganho os “quilinhos a mais” necessários pra mexer mais que cérebros. E valeu a pena. Loghã, que tinha um som tanto quanto parado (na minha opinião) tocou forte e dançante. Mas cá entre nós, quando vi o Komka tocando faixas recheadas de canais e exageradamente grooveadas, até desci pra pista apertada do Landscape. Surpreendente e gratificante. Todo mundo tocando GORDO e gostoso, haha… Nada como estar de volta às pistas.

O house me convenceu, afinal.

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