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Elton D em Brasília!

Weirdo | 29 de dezembro, 2008

Você não sabe quem é Elton D? Então descubra dia 3 de janeiro!

Brasília ganhou um presente para celebrar a chegada de 2009 logo no terceiro dia do ano. Quem anda sedento por novidades tem mesmo que aparecer no Black Out bar dia 3. O paulistano Elton D faz apresentação única na festa Undergroovz.

Para quem conhece a fundo o techno, basta citar o nome para saber a que veio o DJ e produtor Elton D. Quem não conhece, pode descobrir em poucos minutos de audição: as produções trazem sempre o groove e os graves do techno, em uma seqüência de batidas gostosas e verdadeiramente dançantes; nos sets, mixados ou em formato live, Elton sempre traz distorções e variações que renderam o título de melhor live do estilo no país.

O currículo impressiona com inúmeros lançamentos em vinil, CD e formato digital por selos expressivos: suecos, franceses, holandeses e alemães. Ultimamente, essa lista cresce também com as apresentações nas turnês européias. O nome do brasileiro é headline de festivais ao lado de artistas como Kevin Saunderson (um dos inventores do techno), Hertz e Dave Clarke. Não é atração para ser ignorada.

O elenco conta ainda com os locais Brooks, figura cativa da noite da cidade, e os representantes do techno groove, DJ Groover, que comemora seu aniversário, e Ahmed, celebrando a volta aos toca-discos.

Confira músicas e sets de Elton D em:
http://www.eltond.com
http://www.myspace.com/djeltond
http://www.beatport.com

Serviço:

Line up:
Brooks
Elton D (SP)
Groover
Ahmed

Local: Black Out Bar - Club ASCEB (904 Sul)
Hora: 23H
Ticket: R$ 15,00
R$ 10,00 (desconto p/ nome(s) na lista.
envie p/ undergroovz@gmail.com
lista válida até 1h.

Infos:
8452-2528
8452-2173

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Brooks - La Drento da Compota

Weirdo | 15 de outubro, 2008

Confira algumas das faixas que Brooks apresentou para o público do 5uinto na semana passada.

 
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Esse foi mesmo o último ano do Skol Beats?

Weirdo | 3 de outubro, 2008

A boataria que assombra o festival desde o final de 2007 não foi confirmada. Mas é fato: tudo encolheu. De quatro tendas, um trio elétrico e um palco para apenas duas tendas e um palco? Uma mudança imensa, com apenas dois anos de diferença. Ao menos o formato falido dos dois dias foi abandonado e ficamos apenas com o sábado.

Cheguei a tempo de ver mais da metade do show do Montage. Não foi minha escolha, diga-se de passagem. Apenas me dei mal ao escolher o Live Stage como ponto de encontro, mas ouvi o som da dupla. Eu não sou lá muito fã de malabarismos e a ginástica do vocalista não me impressionou muito. Os samples e as bases realmente tinham pegada, mas toda aquela performance nada inovadora, plagiada do Macaulay Culkin, não me convenceu. E o som não estava lá dos mais afinados: a voz ficava estridente e a base parecia ser o complemento. Fiquei para o começo do MixHell, mas não durei muito pela curiosidade de saber por onde andava o francês Agoria. E tive a triste surpresa de que o ex-grooveiro anda freqüentando as rodas do minimal sonolento e pouco suingado.

De volta ao palco e nem peguei o fim do MixHell. Sim, consumiu quase uma hora o deslocamento do palco para a tenda Skol, a mais distante, lá no finzinho do espaço do Sambódromo. Não entendi tanta distância. Mas cheguei a alguns minutos da arrumação para me acotovelar diante do palco.

Para provar o “no need to ask my name to figure out how cool I am”, o duo francês Justice fez da sua apresentação no Skol Beats de 2008 o momento mais esperado do evento. O motivo? Um pouco óbvio, não? Música boa e dançante somada ao hype pelo qual a dupla passa já é razão suficiente. Mas o show foi bem “Ok, obrigado!” A tentativa do clima “daft punk” não foi bem o formato que melhor teria agradado àquele público tão heterogêneo. Sobrou impressão de que se esperava algo um pouco mais intimista. Os jornalistas de plantão, como esperado, elogiaram mais a apresentação no Rio.

Tudo começou como no CD, com “Genesis”. Talvez o começo pouco impactante tenha custado o troféu de melhor momento do palco para outro duo - do qual falo logo mais. Até o primeiro mega-hit, que foi “D.A.N.C.E”, o show seguiu devagar, empolgando no primeiro minuto de cada música e caindo nos dois ou três seguintes. Essa, a mais famosa da “banda”, segurou muito tempo de animação, misturada à introdução de “Atlantis to Interzone” do Klaxons. Mas foi em “We Are Your Friends” o ponto alto do show, com a participação ativa da platéia que completava os gaps deixados por Gaspard e Xavier, cantando com vontade. Momento de extremo êxtase que chegou perto de ser reproduzido apenas em “DVNO”. Veio, venceu, mas não convenceu.

A seqüência Marky-Pendulum não era bem o que todo o público do punk-fashion-techno-rock esperava, mas a platéia manteve-se por ali. O DJ número um do Brasil fez uma bela festa, com hits e faixas melódicas e fez valer a presença. Já a banda Pendulum, surpreendeu realmente quem não esperava tanto rock no Skol Beats. A batida marcada do drum’n bass imperou, dando algum espaço para um breakbeat ou outro. Mas no fim das contas, foi um belo de um show de rock. É impressionante a moral do grupo, o único que teve licença para incluir em seu show uma versão acelerada do hit “Voodoo People” do Prodigy. E o desempenho também não deveu em nada.

Aproveitando o atraso causado pela arrumação do palco, fui conferir alguns minutos de Renato Cohen. É um daqueles que poderia acrescentar o nome “techno” no RG, sem medo de errar. Todo aquele groove, com som forte e dançante, e o BPM para rebolar fizeram o fosso de imprensa virar uma espécie de área VIP: tanta gente acumulada, desistindo de tirar fotos e caindo no techno com muito gosto. Parecia um meeting point acidental, nenhum fotógrafo queria mais trabalhar. Quando veio um remix desconhecido de “Pontapé”, então? Foi a benção para valer o set e me mandar de volta ao palco, devidamente satisfeito.

De volta ao techno-rock, chegamos ao duo Digitalism, ponto alto do palco. Até os mais xiitas do eletrônico pularam com os hits e toda a barulheira das timbragens roqueiras rasgadas incrustadas em batidas de 4×4 aos seus 132 BPMs. Música empolgante atingindo a um público inesperado. Tão bom o show que nem me lembro de muita coisa, só de pular e ganhar dois dias de batatas doloridas. Eu que não conhecia muito o som dos alemães, já fiz do Essential Mix deles um dos mais tocados do meu iPod.

Às quatro e meia retornei ao techno e ouvi um pouco de Christian Smith que seguiu muito bem o ritmo de Cohen. Sabe aquele techno gostoso (antes da maré de música lenta) que fazia todo mundo rebolar em Brasília há uns dois anos atrás, pelas mãos de DJs como o Ricco e o Hopper? Então, era esse. Delícia de se ouvir e matar a saudade. Não durei muito também, as pernas ainda iriam peregrinar até a tenda Skol, lá no fim do mundo e fui devagar. Fabrício Peçanha ainda tocava e eu cochilava de pé com aquele som meio chato. Acordei com o remix tosco do Nirvana. Fui tomar uma água, puto da vida, pra esperar o Murphy.

E ele veio, pra fechar decentemente minha noite que já era manhã. Techno. E o povo de Brasília todo lá, matando a saudade deixada pelos DJs que largaram esse som de mão (alguém aí faz uma festa com mais de 132 BPM, please?). Com toda a pegada já de costume e uma tenda lotada e agitada, Murphy colocou a cereja no meu bolo e adentrou de vez no meu top three do evento. Nessa lista constam o live do Pendulum e o Digitalism. Show de bola para o paulistano que garantiu seu lugar no line up e na minha lista de favoritos.

Organização e limpeza foram fatores marcantes nessa edição do SB. Parece que contrataram a mesma empresa do Planeta Terra do ano passado. Não se via sujeira, tudo organizado e bem acertado. Problema mesmo era só a ausência de um walk machine pra ir do palco à tenda Skol.

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welcome to the freekyshow 3

Weirdo | 16 de setembro, 2008

Mais uma edição da conhecida seleção de DJ Freeky, grande expoente da cena de drum’n bass da cidade. Nesta edição, Freeky exagerou na viagem pelas influências da house music e até mesmo pelo ragga. Não gosta de drum’n bass? Vale arriscar…

Tracklisting:

Shock One - The Riddler [Frequency recordings]
Danny Bird - Shockout VIP [Hospital Records]
>> Digital - Waterhouse Dub [Function]
Breakage - So Mars [Bassbin]
High Contrast - If we Ever [Hospital Records]
DJ Zinc feat. Kathy B. - Take me with You [Bingo]
>> M.I.S.T. - Outterspace [Soul:r]
S.P.Y. - Ghost Ship [Medschool]
Simon “Bassline” Smith & Drumsound - Harder [Technique Recordings]
Ram Trilogy - Screamer VIP [Ram Records]
Noisia - Diplodocus [Quarantine Records]
Dillinja - Tunnel Grinder [Valve Recordings]
Chase & Status - Take me Away [Ram Records]
>> Vegas & D-Brige - True Romance [Metalheadz]
Skynet & Stakka feat Friction - Altitude (Break remix) [Shogun Audio]
Lynx feat. Cyah - Disco Dodo
>> Benga & Coki - Night (Digital Soundboy remix) [Tempa]
Alter Ego - Rocker [Skint Records]
Axwell - I Found You (High Contrast remix) [Positiva]
>>Roni Size & Reprazent - Watching Windows ( Die’s Gnarly Mix) [Talkin Loud]
Justice - Dvno (Nero remix) [Orien]
Danny Bird - Weird Science [Hospital Records]
C.A.B.L.E - New Infection [Innerground Records]
Taxman - Bad Boy Danger [Ganja Records]
Mr.Vegas - Hot Wuk ( Chase & Status remix) [Greensleeve records]
Kano & Uk Apache - Bad Boy ( Shy Fx remix) [679]
Chase & Status - Dumplin Riddim [Ram Records]
Digital - Deadline (Simon “Bassline” Smith & Drumsound remix) [Function]
>>Crytical Dub - Rude Bwoy [Chronic]
Chase & Status - Judgement (Informer) [Ram Records]
Subfocus - Timewarp [Ram Records]

 
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Para todos

Weirdo | 22 de agosto, 2008

Lincoln Barret é uma das figuras mais conhecidas da música eletrônica atual. Como o Brasil sempre fica sabendo das coisas um pouco mais tarde, alguns ainda desconhecem o gaulês, conhecido como High Contrast. O jovem do Reino Unido apareceu há pouco mais de sete anos com seu talento surpreendente.

Mesmo os primeiros passos, foram sempre coroados com sucessos: faixas como “Make it Tonight” e a conhecida “Global Love” - esta última que sampleava Bebel Gilberto cantando “Água de Beber” - foram hits instantâneos. Hoje em dia, ele está no nível de músicas belíssimas como “If We Ever” - que chegou ao primeiro lugar do UK Chart em 2007 - e “Kiss Kiss Bang Bang”, obra-prima que demorou dez anos para ficar pronta, segundo ele mesmo.

Mas os hits que marcam os últimos anos do trabalho deste jovem produtor são os remixes que trazem sempre uma nova roupagem para faixas de gente muito conhecida. Seus bootlegs mais famosos são para artistas como Kanye West, com “Gold Digger” e Future Sound of London, com “Papua New Guinea”.

O prestígio que o garoto tem na Europa o rendeu o direito de remixes autorizados (e lançados pelos selos) de diversos artistas: Axwell, com “I Found You”, The Streets, com “Has It Come To This”, Basement Jaxx, com “Hey You” e Missy Elliot com “We Run Things”. E a mais recente, trouxe a consagração no meio da mídia especializada: High Contrast remixou um dos maiores hits da dance music de 2008: a recém-lançada “Pjanoo” do sueco Eric Prydz.

Lincoln Barret faz o que é chamado de “música eletrônica para todos”. Seu som que consegue o meio-termo entre o comercial e o bom gosto. Até mesmo os amantes do som underground apreciam os resultados das horas de estúdio gastas pelo gaulês.

E como todo artista de muito talento acaba ampliando seu leque de possibilidades, High Contrast também se dedica à sua segunda paixão: o cinema - fica óbvio só pelo nome de seu último LP (Tough Guys Don’t Dance). Para dar os primeiros passos nesta outra possível carreira, o produtor também dirigiu alguns clipes de faixas próprias. Confira aqui dois desses.

Everything is Different

Racing Green

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Autist Label Party

Weirdo | 21 de julho, 2008

A próxima sexta-feira marca a primeira passagem do selo alemão Autist Records por Brasília: a Autist Label Party acontece na Praia Mole e traz o duo paulistano Oblivion (foto).

Da parceria entre os produtores Victor Munhoz e Bruno Bignose nasceu esse projeto de minimal techno que atraiu a atenção do selo alemão. Foi o remix da dupla brasileira para “Happyslap”, do britânico Kanio, que garantiu a entrada da Autist Records nos charts do lendário John Acquaviva, velho amigo do “Plastikman” Ritchie Hawtin.

O selo também conta, em seu elenco, com novos talentos do techno como Kanio e Boris Brejcha e também já abriu espaço para brasileiros, mais especificamente os brasilienses Allan Villar e Amnesia.

A dupla vem para Brasília para apresentação inédita. O line up também traz Troublesome Live e os DJs Uver e Pedro Righetto (ambos do núcleo ButterMusic) e o DJ Mau.

Data: 25/07 (Sexta) 22h
Local: Praia Mole - Projeto Orla 3, ao lado do Lake Side.
Informações: 8114-3054

Confira o flyer:

Autist Party

Links:
http://www.myspace.com/autistrecords
http://www.myspace.com/oblivionlive

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Rock + drum & bass

Weirdo | 5 de junho, 2008

Confira dois vídeos de uma apresentação do trio australiano Pendulum – que virou sexteto, para fazer seu live –, no festival Big Weekend, promovido pela Radio 1, da BBC Inglesa. O show aconteceu no palco In New Music We Trust que trouxe apresentações de artistas como Justice, Raconteurs e Hot Chip. Para quem não sabe, o grupo faz parte do elenco da Warner UK e também é autor da versão drum’n bass do grande clássico “Voodoo People”, do Prodigy.

Confiram os vídeos de “Blood Sugar” e “Voodoo People”

Blood Sugar


Voodoo People


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Titio Bambaataa

Weirdo | 21 de abril, 2008

Eu juro que gostaria de fazer um review positivo. Mas a apresentação do dinossauro Afrika Bambaataa não foi legal em muitos aspectos. O primeiro deles realmente não compete ao DJ: o som, da Smurphies Disco Club, que embalava as festas que eu freqüentava quando adolescente, não traz mais nem um terço da qualidade que costumava trazer. Não falo de potência ou de capacidade, falo de know how. Pra começar, os toca-discos estavam na frente do PA, durante o set de Bambaataa, ou seja, nada de aumentar o som. O volume oscilava a toda hora e até o DJ achou ruim e fez cara feia no começo. Som nota dois, no máximo.

Já na discotecagem, o norte-americano começou com hip hop e resolveu dar o seu passeio. Não funcionou muito na pista de adoradores de hip hop. A graça nas mixagens não existiu. Faixas todas cortadas na mesma velocidade e um DJ-ícone que não tocou no pitch do toca-discos a festa inteira não era bem o que eu esperava. Um monte de hits despejados sem ordem e músicas repetidas me fizeram ir embora fulo da vida por ter gasto 20 reais em um ’show’ tão deprimente. Teatro definitivamente não é meu ramo preferido da arte.

Aliás, ninguém notou ainda que o tal do Serato tira o grave das músicas? Porque se não notou, eu afirmo agora, com a certeza de quem ouviu a mesma música, no mesmo volume sendo tocada no Serato e em vinil. Não há comparação. O áudio mastigado fez as caixas da Smurphies ficarem fazendo um barulho abafado na hora dos subs. Nojento. Só os graves do dubstep que foi tocado em vinil salvaram a noite.

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Som gostoso

Weirdo | 10 de abril, 2008

Dá pra encher a boca e falar: música gorda! O tesão repentino para escrever surgiu através da audição de duas apresentações recentes, de sets baixados pela Internet. O mais curioso é que não tem drum & bass na história. É house e techno.

O que mais me impressionou foi o set de Moby, o primeiro deles. Winter Music Conference, em Miami. Imagino as 10 mil pessoas pulando com graves e músicas cheias e dançantes. Um som diferente daquele que ouvi nas últimas festas que presenciei. Forte e cheio de groove. Resumindo: gostoso. Com Carl Cox veio o techno. Forte, do mesmo jeito que virava nas pistas da cidade há uns dois ou três anos atrás. Fuckin’ good! O melhor é poder ter e guardar esses sets. Queria ter estado lá, dá pra ouvir o povo gritando.

Mas o ponto principal, o que mais me diverte é saber que eles, os “donos” da cultura, os caras que têm acesso a todas as músicas que quiserem, ainda prezam pelo público e fazem questão de tocar hits. Sempre trazendo algo novo, obviamente. Só não se esquecem dos hits, que são a verdadeira razão de ser de uma pista de dança. Quero mais assim, alguém aí se habilita?

Links aqui!

PS.: Só pra não ser relapso e deixar de citar: os sets viraram Essential Mix de 5 de abril. Pete Tong é o cara!

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Techno + jungle?

Weirdo | 7 de março, 2008

Tudo se move em círculos. Com música não poderia ser diferente. E com música eletrônica? Menos ainda, creio eu. Eis que no finzinho dos anos 80, com toda aquela vibração que o techno e a house music traziam para as pistas, alguns DJs decidiram inovar. Pegaram o techno, juntaram com o breakbeat e nascia o que eles chamariam inicialmente de “hardcore-breakbeat”.

No fim das contas, esse novo estilo teve curta duração e, em cerca de seis anos, nascia o jungle. Logo depois veio o drum & bass. Pra quem não sabe, a mudança de nome de ‘jungle’ para ‘drum & bass’ foi pura questão de conceito. A cena jungle, obviamente na Inglaterra, passou a ser associada ao machismo das letras inspiradas no movimento ragga e à violência de tribos conhecidas como “bad boys”. Os cabeças do estilo decidiram mudar.

Okay, dando voltas - ou andando em círculos -, nasceu o drum & bass. Eis que ultimamente, aos seus 15 ou 16 anos de vida, o drum & bass começou a voltar às raízes e os elementos do jungle tomaram conta da música nesta cena. E tentando inovar, alguns produtores de D&B resolveram voltar ainda mais às origens. O hardcore-breakbeat acaba de renascer, pelas mãos do DJ inglês Randall e seu selo recém-nascido, o J-Tek.

Para quem gosta tanto de batidas quebradas (electro, breakbeat e variantes) e ao mesmo tempo não perde o tesão pelas batidas mais retas, Randall ressucitou uma idéia que apareceu de cara nova, mas preserva a energia das músicas que moveram as raves no Reino Unido no início dos anos 90. Nasce - ou ressurge - o jungle-techno.

Tente não perder as contas: misturam-se as batidas retas e fortes do techno, fazendo a marcação; recheiam o ‘bolo’, breaks e edições descompassadas de caixas e bumbos; para não perder a característica, entram também elementos do techno clássico misturados com vocais, linhas de baixo e harmonias de dub e reggae; tudo a deliciosos 144 BPMs.

O resultado? No fim das contas, descrever música é algo meio sem sentido. Nada como ouvir pra saber do que se fala. Abaixo, o link de um mix promocional com um showcase de Randall e as faixas dos artistas de seu novo selo. Recomendo pra quem gosta de boa música, de música diferente, de techno, de jungle ou simplesmente de dançar.

DJ Randall - J-Tek Mix

Amigos

Vídeo

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Cello Zero