where’s the DJ?
Esse fim de semana acabei preso à rede por mais tempo que realmente desejei. Na verdade a falta de festas às quais eu me animaria a ir realmente foi fator determinante para isso. Mas acontece, quando você se habitua com certos tipos de som e entra na chamada cultura de nichos. Não teve drum’n bass, não teve ragga, não teve techno (como sempre), então nem animei a ir para a rua.
Claro que conta também aquele velho medo bobo de sair para ouvir gente de quem nunca ouvimos falar. Dá uma certa preguiça, pois eu acredito que é melhor arriscar ir a uma festa quando se tem certeza de que há pelo menos um DJ que pode agradar seu gosto.
Brasília realmente precisa de um club. Daqueles que dá espaço para muitas vertentes e que se torne uma espécie de ponto de encontro da música eletrônica da cidade, que por enquanto só tem o Beirute como centralizador. Acabamos bebendo e esquecendo de ir às festas. E até de fazê-las, de vez em quando…
Acho que já é hora de sair de casa, pois até a internet está conspirando contra meu ócio. Senhor Andy C, o melhor DJ de drum’n bass do mundo, está fazendo um set irritantemente bom aqui no meu desktop e isso só me faz sentir mais falta de festas e de dançar.


Seu terceiro paragrafo é utópico, Hélio. Quantas vezes clubs voltados pra música eletrônica abriram e fecharam por aqui? Várias. Não funciona, simplesmente.
A melhor opção é você fazer sua festa e convidar os DJs q vc gosta.
Abs.
Linkage
Weirdo só descordo de uma coisa: precisamos fazer uma forcinha de vez enquando para conhecer o novo… “gente que nunca ouvimos falar” algumas vezes podem nos surpreender positivamente. Então pode ser válida a tentativa… principalmente pq se você for esperar alguma festinha do “nicho” que você se acostumou, parece que vai passar um bom tempo na frente do pc, o que é uma pena na minha opinião.
Então ânimo! e vamo que vamo…
Compartilho da utopia helionesca. Sempre sonhei com um club verdadeiro em Brasília ao invés das pseudo boates improvisadas (wannabe) sem funcionários treinados (na grande maioria eram personagens da noite que queriam se divertir tanto quando o público presente ao invés de fazer um bom atendimento). Sonho sempre com um club de excelente estrutura e sistema de som e luz, além de noites variadas (rock, db, house, techno, etc) e com público misturado convivendo em harmonia e querendo o mesmo objetivo: se divertir com boa música num lugar agradável. Mas tal empreendimento precisa ser rentável para o dono e fornecer retorno para o investimento.
Sonhar não paga nada… Difícil seria convencer todas as pessoas que querem isso (um club de verdade) a pagar para ter diversão com boa qualidade.
É, sei que é falha minha, Dani. Eu geralmente aproveito para experimentar DJs novos quando tem alguém mais no meio… Na verdade, minha cabeça-dura acaba achando que não dá pra arriscar quando não tem ao menos UMzinho no line up que eu saiba que pode me agradar… Mas é coisa de DJ mesmo, de achar incoerente uma festa só com novos nomes e tal… Enfim, na pilha que eu tô aqui, essa semana eu topo até festa de desconhecidos, haha…
Bacana! Me dá um toque que vamos juntos…